Jovens da Arquidiocese presentes na JMJ Lisboa 2023

Com o tema: «Maria levantou-se e partiu apressadamente» (Lc 1, 39), citação bíblica escolhida pelo Papa Francisco como lema da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), pela primeira vez, Lisboa, capital de Portugal sediou, de 1 a 6 de agosto, a 15ª edição da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). A jornada reuniu mais de um milhão e meio de peregrinos de ao menos 151 países, e de acordo com a organização contou com 1626 espaços públicos de alojamento, com capacidade para 294151 peregrinos, e 8831 famílias de acolhimento prontas para receber 28618 peregrinos, e o trabalho de 25 mil voluntários. A consciência ambiental também entrou como compromisso da sustentabilidade em três eixos: econômica, social e ambiental, e a previsão do plantio de 17980 árvores.

As principais atividades do evento aconteceram na Colina do Encontro (Parque Eduardo VII), Campo da Graça (Parque Tejo), Cidade da Alegria (Jardim Vasco da Gama / Frente de Belém). Nesta edição um novo modelo de Catequese (Encontros Rise Up), alinhada ao caminho sinodal, desafiou os jovens a refletir temas lançados no pontificado do Papa Francisco: Ecologia Integral, Amizade Social e Misericórdia.

A delegação arquidiocesana contou com a participação de 23 jovens, acompanhados pelo Arcebispo Dom Moacir Silva, o padre Vinícius Martins Cestari, e o Diácono Paulo César Nascimento, e ainda houve a participação de outros jovens da Arquidiocese em delegações de congregações religiosas.

Padre Vinícius e Diácono Paulinho

O assessor do Setor Arquidiocesano de Juventude, padre Vinícius Martins Cestari, destacou a experiência da JMJ como momento maior de celebração e encontro das juventudes com o Papa Francisco. “A Jornada Mundial da Juventude fora o grande encontro das juventudes e a rica oportunidade de poder celebrar, o nosso ser jovem, junto ao nosso pastor, o Papa Francisco. Trata-se do encontro de sonhos e esperanças que foram sendo concretizadas pelos discursos de encorajamento do papa Francisco, que uma vez mais, no apresentou um Cristo Jovem. Todas as cerimônias oficiais foram marcantes e emocionantes para todo o nosso grupo que representou o Setor Juventude de nossa Arquidiocese em Lisboa. Para além das dificuldades e desafios enfrentados, a certeza de que cada esforço valeu a pena para viver esta rica experiência que nos colocou face a nossa humanidade para refletir, meditar, rezar e celebrar nosso ser cristão em todas as duas dimensões”, disse padre Vinícius.

Outros pontos fortes e marcantes, de acordo com padre Vinícius, foram as atividades formativas como as catequeses e as celebrações. “As catequeses propostas sublinharam a amizade social, o cuidado da Casa Comum e a misericórdia. A celebração de acolhimento do Papa escancarou ao mundo uma Igreja de ‘todos, todos, todos’ como nos recordou o papa, como um grande sol que brilha realmente para TODOS. A Via Sacra expressou as diversas realidades juvenis com seus gritos e silêncios. Um dos momentos mais marcantes foi a experiência da peregrinação até o Campo da Graça, onde houve a Vigília, que culminou no momento da Adoração ao Santíssimo, onde pudemos ‘escutar’ o silêncio de um milhão e meio de jovens, uma cena impactante, uma vez que se fala e crítica tanto os barulhos dos jovens, mas foram eles que silenciaram diante de Jesus sempre Jovem, superando a hipocrisia dos barulhos de um mundo adulto com seu falso silêncio”, expressou o assessor.

Os jovens Amanda Matos e Vinícius Carrocini (Pet)

O jovem Vinícius Fabbio Carrocini (PET), assessor jovem do Setor Arquidiocesano de Juventude, avalia a JMJ Lisboa 2023 como um encontro sinodal, de esperança e alegria, na busca da transformação do mundo em oportunidade de alcançar a misericórdia e graça de Deus. “Uma experiência histórica! As juventudes de todo o mundo partiram apressadamente e fizeram de Lisboa uma verdadeira colina do encontro, local de amizade fraterna, que plantou no coração de um milhão e meio de jovens a esperança de transformar o mundo em um verdadeiro campo da graça no qual emana a misericórdia de Deus para todos, todos e todos. No espírito da sinodalidade, todos caminharam juntos (literalmente)! Uma das experiências mais marcantes da JMJ, certamente foi a caminhada até o local no qual se realizou a vigília. Um itinerário longo, no qual não se conhecia ao certo o caminho, não se sabia quanto tempo faltava, muita gente no mesmo lugar, mas a alegria tomava conta do coração dos jovens. Cada um em seu idioma, cada grupo de sua maneira ia cantando ao encontro do Santo Padre. Nessa experiência, enxergou-se um espírito sinodal muito evidente: todos, cada um ao seu passo, da sua forma, andando juntos em direção ao mesmo objetivo”, revelou Vinícius.

Para Vinícius a presença do Papa Francisco revelou o caminhar juntos na proximidade aos jovens enquanto Igreja acolhedora. “E inspirado por esse movimento juvenil, o Papa também quis estar junto com os jovens. Partilhou, rezou, sentiu, viveu a JMJ com a juventude, deixando muito claro o caminho afetivo que precisa ser trilhado na evangelização dos jovens. Nas palavras do pontífice, é preciso surfar nas ondas do amor e por meio do testemunho fazermos da Igreja local de acolhida e esperança”

Enfim, o assessor jovem da Arquidiocese, observa a necessidade de fazer a mensagem do Papa Francisco chegar a um número maior de jovens. “É preciso levar esta mensagem ao coração dos jovens. Foram dias históricos, mas que precisam ecoar. A mensagem do Papa para a juventude e para todo o povo de Deus, é um verdadeiro sinal de esperança que precisa ser acolhido por todos aqueles que se empenham na evangelização. Construir a cultura do encontro, fazer-se presença, criar ambientes de escuta e partilhar do encontro pessoal com Cristo Jesus é missão, não só dos estiveram na JMJ, mas de todos que foram atingidos pelas propostas de Francisco e da Igreja. Precisamos propagar o que vivemos e manifestar ao mundo a vida que brota do coração do ressuscitado, o Cristo que vive e nos quer cada dia mais vivos!”, finalizou Vinícius.

A jovem Letícia em sua primeira participação em uma JMJ

Segundo a jovem Letícia Pimenta, da paróquia São Bento, em Cajuru, esta foi a sua primeira participação na JMJ, e a multidão de jovens provenientes de muitos lugares do mundo reunidos para um mesmo propósito a impressionou e chamou a atenção. “Acolhedor. Foi a primeira JMJ que participei e ver vários jovens reunidos em um só lugar, de vários países só cumpriu com a fala do nosso Papa Francisco: ‘a Igreja é para todos, todos, todos!’ O que mais me marcou foi ver as pessoas com as suas limitações não reclamar do tempo de caminhada, do calor, etc. E isso fez com que eu permanecesse firme na Jornada” revelou Letícia.

O Diácono Paulo César Nascimento, da Equipe Executiva do Setor Arquidiocesano de Juventude, comentou a experiência da jornada como uma oportunidade de encontro, sacrifício e a esperança de uma Igreja jovem. “A jornada é investimento. Eu aprendi isso pelas jornadas passadas. E cada jornada não é igual a outra. Cada jornada tem uma história, tem um fruto, e acredito que isso é a grande magia, a grande experiência da jornada. A jornada também é sacrifício, é sacrifício desde o início para levantar o lado financeiro para realizar esse sonho, e o jovem luta, faz campanhas para vender pizza, trufa, e depois quando a jornada vai acontecendo o jovem esquece todo esse sacrifício, o cansaço, diante do Santíssimo com mais de 1,5 milhão de outros jovens, e isso é transformador. Tudo isso é um momento de graça ver esses jovens caminhando e ali enxergamos o futuro próximo, a Igreja viva, o rosto da Igreja jovem”, comentou o diácono.

O arcebispo Dom Moacir, em sua terceira participação na JMJ, relatou um pouco da experiência de estar presente numa jornada. “Esta é a terceira jornada em que eu participo, a primeira foi no Rio de Janeiro, em 2013, onde participei das celebrações com o Papa, do Encontro do Papa com os bispos do Brasil, nessa primeira jornada apenas participei. A segunda jornada, no Panamá, e uma série de desafios a começar por levar o passaporte errado ao aeroporto, e acreditava que não conseguiria ir para a jornada, mas tudo se encaminhou e consegui chegar. No Panamá tive a missão de pregar uma catequese numa comunidade bem distante do centro. E, aqui em Lisboa, eu atuei um pouco mais em três dias de pregação da catequese em três comunidades diferentes. E nesta jornada as catequeses tiveram um formato diferente em sintonia com os temas indicados pelo Papa Francisco referentes a juventude no atual momento. Uma das coisas que me chamou a atenção era a multidão de jovens caminhando juntos pelas ruas e isso visibilizou a imagem da Igreja sinodal, e no meio dos jovens víamos padres, religiosas, todos caminhando juntos”, testemunho dom Moacir.

Santuário de Fátima: No dia 7 de agosto, a delegação arquidiocesana fez a peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Fátima, onde Dom Moacir presidiu a Eucaristia na Basílica, e depois participaram do Terço Luminoso e Procissão das Velas.

Jornada 2027: O Papa Francisco, antes de rezar o Ângelus no término da Eucaristia da JMJ, celebrada no Parque Tejo, em Lisboa, após os agradecimentos, pronunciou as seguintes palavras: “E, no final, chega um momento que todos esperam, o anúncio da próxima etapa do caminho. Porém, antes de dizer qual será a sede da 41ª Jornada Mundial da Juventude, gostaria de fazer um convite: convido todos os jovens do mundo, para o 2025, em Roma, para celebrar juntos o Jubileu dos Jovens. Aguardo-vos ali, em 2025, para celebrarmos juntos o Jubileu dos Jovens. E a próxima Jornada Mundial da Juventude acontecerá na Ásia: será na Coréia do Sul, em Seul. E assim, em 2027, da fronteira ocidental da Europa, se deslocará para o Extremo Oriente. E este é um belo sinal da universalidade da Igreja e do sonho de unidade de que sois testemunho.

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