Jubileu da Vida Consagrada na Basílica Menor Santo Antônio de Pádua

A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) – Núcleo Ribeirão Preto, celebrou em 02 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor e 28º Dia Mundial da Vida Consagrada, o “Jubileu da Vida Consagrada”, às 19 horas, na Basílica Menor Santo Antônio de Pádua, nos Campos Elíseos, em Ribeirão Preto, presidida pelo Arcebispo Dom Moacir Silva. 0 Jubileu da Vida Consagrada reuniu os religiosos e religiosas, consagrados e consagradas, monges e monjas, noviços e noviças, institutos seculares e associação privada de fiéis presentes na Arquidiocese. A celebração começou com o rito da bênção das velas a serem usadas na celebração de São Brás, em 3 de fevereiro; em seguida a procissão de entrada com a presença dos consagrados e consagradas.

Na introdução da homilia o arcebispo dom Moacir fez menção ao sentido da vida religiosa e da esperança. “Queridos irmãos e queridas irmãs no santo Batismo. Queridos irmãos e queridas irmãs na vida consagrada. Queridos irmãos no ministério ordenado! Por que estamos aqui reunidos celebrando o Jubileu dos consagrados e consagradas? Porque Deus nos ama. E porque nos ama nos reuniu aqui para mergulharmos mais uma vez no mistério da Morte e Ressurreição de seu Filho Jesus, pelo qual somos salvos. Deixemo-nos envolver por este infinito amor de Deus. Deixemos que este momento seja de fato um encontro vivo e pessoal com o Senhor Jesus, porta da salvação. ‘Peregrinos de esperança!’. A esperança não decepciona porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito que nos foi dado (cf. Rm 5). Peregrinos de esperança. Em dois termos está condensado um programa de anúncio e testemunho que os cristãos são chamados a fazer por ocasião do Ano Santo. Serão capazes disso? Esta pergunta não é retórica. Perguntar-se se os cristãos sabem o que é a esperança e como vivê-la é uma questão não só legítima, mas necessária no atual contexto de profunda crise religiosa. O tema da esperança é de tal forma vasto que requer necessariamente uma síntese para se conseguir, pelo menos, uma visão de conjunto, sem ceder à tentação de se dispersar em caminhos secundários. Aproveitemos este ano para nos debruçarmos o tema da esperança”, expressou o arcebispo.

Ao meditar o Evangelho da Festa da Apresentação do Senhor (Lc 2, 22-40), o arcebispo resgata o propósito e disponibilidade de Jesus em acolher o projeto do Pai. “No Evangelho, contemplamos a Apresentação de Jesus no Templo por Nossa Senhora e São José. Neste momento aparecem as figuras de Simeão e Ana. Essas duas personagens que acolhem Jesus no templo representam o Israel fiel que esperava ansiosamente a sua libertação e a restauração do reinado de Deus sobre o seu Povo. (…) A ‘apresentação do Senhor’ no Templo de Jerusalém revela que, desde o início da sua caminhada entre os homens, Jesus escolheu um caminho de total fidelidade aos mandamentos e aos projetos do Pai. Ao oferecer-Se a Deus em oblação, ao ser “consagrado” ao Pai, Jesus manifesta a sua disponibilidade para cumprir fiel e incondicionalmente o plano salvador do Pai até às últimas consequências, até ao dom total da própria vida em favor dos homens. Aqui surge um questionamento para todos e cada um de nós. Que valor e que importância tem na minha vida o projeto de Deus? Procuro identificar a vontade de Deus e com ela conformar a minha vida, em total doação e entrega, ou deixo que sejam os meus projetos e esquemas pessoais a ditar as minhas opções e as coordenadas da minha vida?”, explicou dom Moacir.

Dom Moacir ainda levantou questionamentos a respeito de estarmos comprometidos com a proposta de Jesus. “Jesus nos é apresentado, neste texto, como a salvação colocada ao alcance de todos os povos, a luz para se revelar às nações e a glória de Israel, o messias com uma proposta de libertação para todos os homens. Aqui também perguntamos: Que eco tem esta apresentação de Jesus no meu coração de discípulo missionário? Jesus é, de fato, a luz que ilumina a minha vida e que me conduz pelos caminhos do mundo? Ele é o caminho certo e inquestionável para a salvação, para a vida verdadeira e plena? É n’Ele que coloco a minha ânsia de libertação e de vida nova? Este Jesus aqui apresentado tem real impacto na minha vida, nas minhas opções, nos passos que dou no meu caminho de discípulo missionário, ou é apenas uma figura decorativa de um certo cristianismo de fachada?”

Antes dos ritos finais, a religiosa salesiana Ir. Denize Salvador, FMA, animadora do Núcleo Ribeirão Preto da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), agradeceu ao arcebispo, aos monges beneditinos, as comunidades e congregações religiosas presentes e motivou a caminharem em unidade para o fortalecimento da CRB na Arquidiocese de Ribeirão Preto.

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