Mensagem final da 10ª Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus

Mensagem final da 10ª Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus

Participantes da 10ª Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus (ANOPD) divulgam Mensagem, neste domingo, 16 de outubro. No texto, a assembleia reafirma a vocação própria de cada pessoa dos respectivos Organismos da Igreja e convida a sentirem-se pertencentes “à Igreja peregrina, presente e atuante na história e por ela corresponsáveis”.

A Mensagem ressalta o tempo desafiador que o atual momento histórico apresenta, “marcado por uma crise civilizacional que repercute em todos os aspectos da vida, dentre os quais o emocional, o afetivo, a economia, a política, o social, o cultural, o ecológico e o religioso”, tal crise gera impacto de sofrimento na vida do povo e na casa comum. E lembra que, além disso, se “acrescenta as ameaças ao Estado Democrático de Direito, o que nos entristece e envergonha”. Com isso, seguindo a Mensagem, “tal realidade exige disposição para acolher os sinais dos tempos, discernimento e ousadia na busca de respostas adequadas às exigências do Reino de Deus e sua justiça”, afirma o texto.

Por fim, a Mensagem põe em evidência o chamado a “construir pontes, estabelecer relações, alimentar a comunhão, trabalhar juntos no cuidado e promoção da vida e da Casa Comum, indo ao encontro das periferias geográficas e existenciais”. E os participantes se comprometem “a trabalhar por condições de vida digna para todos e todas, segundo a medida do Evangelho: ‘Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância’” (Jo 10,10).

Acesse a íntegra da Mensagem https://bit.ly/3yJCFtK

Participam cerca de 180 delegados e delegadas dos Organismos que congregam o Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), a Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), a Comissão Nacional de Presbíteros (CNP), a Conferência Nacional dos Institutos Seculares do Brasil (CNIS) e a Comissão Nacional de Diáconos (CND).

 

MENSAGEM AO POVO DE DEUS

“Desde o Concílio Vaticano II até a atual Assembleia, temos experimentado de forma cada vez mais intensa a necessidade e a beleza de ‘caminhar juntos’”
(Papa Francisco, 17/10/2015).

Reunidos para a 10ª Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus (ANOPD), na Casa de Encontros Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília/DF, de 14 a 16 de outubro de 2022, nós, Organismos do Povo de Deus da Igreja Católica Apostólica Romana – Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Conferência Nacional dos Institutos Seculares do Brasil (CNISB), Conferência dos Religiosos e Religiosas do Brasil (CRB), Comissão Nacional dos Diáconos (CND), Comissão Nacional de Presbíteros (CNP) e Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) -, nos dirigimos a cada irmão e irmã do povo de Deus, com fé, esperança e caridade.

Nestes dias, em espírito de comunhão, procuramos corresponder ao apelo do Papa Francisco por uma Igreja Sinodal, onde todos os batizados e batizadas, por força da vocação própria, se sintam verdadeiramente pertencentes à Igreja peregrina, presente e atuante na história e por ela corresponsáveis.

Em comunhão com o atual processo sinodal, refletimos o tema “Comunhão e Missão: caminho para a Igreja no Brasil”, iluminados pelo lema: “Preservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz!” (Ef 4,3).

A 10ª Assembleia foi uma oportunidade privilegiada de fraternidade, diálogo, oração e reflexão. Vivemos um tempo desafiador, marcado por uma crise civilizacional que repercute em todos os aspectos da vida, dentre os quais o emocional, o afetivo, a economia, a política, o social, o cultural, o ecológico e o religioso. Tal realidade exige disposição para acolher os sinais dos tempos, discernimento e ousadia na busca de respostas adequadas às exigências do Reino de Deus e sua justiça.

A complexa realidade brasileira atual impede que grande parte da população tenha condições de vida digna, com paz e justiça social. Sentimos as dores agravadas pela destruição de políticas públicas, aumentando assim o quadro de fome, violências no campo e na cidade, racismo, feminicídio, degradação ambiental, manipulação religiosa e divulgação de fake news, entre outros. A pandemia da covid-19 exacerbou essas situações gerando mortes, violência, fome, perdas de direitos, desemprego. A tudo isso se acrescenta as ameaças ao Estado Democrático de Direito, o que nos entristece e envergonha.

Somos chamados a construir pontes, estabelecer relações, alimentar a comunhão, trabalhar juntos no cuidado e promoção da vida e da Casa Comum, indo ao encontro das periferias geográficas e existenciais. Para isto nos comprometemos a trabalhar por condições de vida digna para todos e todas, segundo a medida do Evangelho: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Celebrando os 70 anos da CNBB, louvamos a Deus pela sua história de colegialidade episcopal, unidade e comunhão com os demais Organismos, coragem e profetismo diante das necessidades do povo brasileiro, especialmente dos mais pobres!

Em sintonia com a Igreja no mundo inteiro, atentos aos apelos do Papa Francisco, vivemos a feliz expectativa pelo Sínodo em 2023, dispondo-nos a “caminhar juntos”, na fidelidade ao Evangelho, “para a revelação e expansão do Reino de Deus na história!”. (CNBB, Doc. 105, n. 247).

Que a Virgem Mãe Aparecida, interceda por nós e nos acompanhe nesta caminhada sinodal!

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Presidente da CNBB

Pe. André Luís do Vale
Presidente do CNP

Diác. Francisco Salvador P. Filho
Presidente do CND

Moema Rodrigues Muricy
Presidente da CNISB

Sônia Gomes de Oliveira
Presidente do CNLB

Ir. Eliane Cordeiro de Souza
Presidente da CRB

 

Fotos: Marcus Tullius
Texto: Osnilda Lima

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