Missa e formatura dos alunos do Curso de Teologia para Leigos 2023

Na Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, 08 de dezembro, o arcebispo dom Moacir Silva presidiu a concelebração eucarística, no Santuário Nossa Senhora Aparecida, na Vila Seixas, em Ribeirão Preto, concelebrada por alguns dos padres professores do Curso de Teologia para Leigos da Arquidiocese de Ribeirão Preto, entre eles: padre Antônio Élcio de Souza (Pitico), padre Paulo Fernando de Mello Cunha, padre Paulo Henrique Martins, padre Gabriel Balan Leme, padre Pedro Luís Schiavinato; e serviu nas funções litúrgicas o diácono Marcos Antônio Vieira; na formatura dos 34 alunos da Turma 2021-2023 do Curso de Teologia para Leigos da Arquidiocese de Ribeirão Preto.

Na introdução da homilia dom Moacir expressou a importância da formação teológica para a maturidade da fé. “Queridos irmãos e queridas irmãs! Estamos aqui reunidos em torno do altar do Senhor celebrando a Eucaristia, pela qual rendemos graças a Deus, nosso Senhor, pela formação teológica desses nossos leigos e leigas. Neste momento, parece-me importante, olhar um ensinamento do Papa Francisco e de Bento XVI: ‘Como luz que é, a fé convida-nos a penetrar nela, a explorar sempre mais o horizonte que ilumina, para conhecer melhor o que amamos. Deste desejo nasce a teologia cristã; assim, é claro que a teologia é impossível sem a fé e pertence ao próprio movimento da fé, que procura a compreensão mais profunda da autorrevelação de Deus, culminada no Mistério de Cristo. A primeira consequência é que, na teologia, não se verifica apenas um esforço da razão para perscrutar e conhecer, como nas ciências experimentais. Deus não pode ser reduzido a objeto; Ele é Sujeito que Se dá a conhecer e manifesta na relação pessoa a pessoa. A fé reta orienta a razão para se abrir à luz que vem de Deus, a fim de que ela, guiada pelo amor à verdade, possa conhecer Deus de forma mais profunda. Os grandes doutores e teólogos medievais declararam que a teologia, enquanto ciência da fé, é uma participação no conhecimento que Deus tem de Si mesmo. Por isso, a teologia não é apenas palavra sobre Deus, mas, antes de tudo, acolhimento e busca de uma compreensão mais profunda da palavra que Deus nos dirige: palavra que Deus pronuncia sobre Si mesmo, porque é um diálogo eterno de comunhão, no âmbito do qual é admitido o homem. Assim, é própria da teologia a humildade, que se deixa ‘tocar’ por Deus, reconhece os seus limites face ao Mistério e se encoraja a explorar, com a disciplina própria da razão, as riquezas insondáveis deste Mistério (Carta Encíclica Lumen Fidei)”, refletiu o arcebispo.

Ao meditar o texto do Evangelho, o arcebispo contemplou a imagem de Maria como inspiração para vivermos na prática os ensinamentos para alcançarmos a santidade. “O Evangelho desta Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, nos faz entrar na sua casa de Nazaré, onde recebe o anúncio do anjo (cf. Lc 1, 26-38). Na própria casa, uma pessoa revela-se melhor do que em qualquer outro lugar. É precisamente naquela intimidade doméstica que o Evangelho nos dá um detalhe que revela a beleza do coração de Maria. (…) Peçamos a Nossa Senhora uma graça: que nos liberte da ideia enganadora de que o Evangelho é uma coisa e a vida é outra; que acenda em nós o entusiasmo para o ideal de santidade, que não é uma questão de santos nem de santinhos, mas de viver cada dia o que nos acontece, humildes e jubilosos, como Nossa Senhora, livres de nós mesmos, com os olhos voltados para Deus e para o próximo que encontrarmos. Por favor, não desanimemos: o Senhor deu a todos nós um bom pano para tecer a santidade na nossa vida quotidiana! E quando somos assaltados pela dúvida de não sermos bem-sucedidos, ou pela tristeza de sermos inadequados, deixemo-nos fitar pelos ‘olhos misericordiosos’ de Nossa Senhora, pois ninguém que tenha pedido a sua ajuda jamais foi abandonado!”, finalizou o arcebispo.

Agradecimentos

Antes dos ritos finais, Renata Roque, em nome dos formandos proferiu a mensagem de agradecimentos:

“Estamos aqui hoje reunidos para dar Graças a Deus por esta conquista em nossas vidas. Encerra-se hoje uma caminhada de três anos que, com a luz do Espírito Santo, com o nosso esforço, com a dedicação, a sabedoria e a experiência de nossos professores, com o incentivo de nossos familiares e amigos, construímos laços que fizeram deste período a realização do nosso sonho.
A nossa caminhada mudou a rotina de nossas vidas aos sábados. Viemos de muitos lugares, trazendo aquilo que somos, partilhando fé, alegrias, trabalhos e lutas. Agora é momento de partilhar nossa alegria e agradecermos a Deus por todos os momentos que passamos juntos.
São muitas as pessoas que ajudaram para que este momento fosse possível. São todas muito bem-vindas aqui.
Agradecemos primeiramente a Deus, pelo dom da nossa vida e por disponibilizar todos os recursos necessários para que fosse possível chegar até aqui. À Virgem Maria, medianeira de todas as graças, pela presença constante em nossas vidas.
À Arquidiocese de Ribeirão Preto, na pessoa de Dom Moacir, nosso querido pastor. Ao Padre Pitico, pela coordenação do curso e também por tanto aprendizado. Também à Telma, pela assessoria e paciência durante todo o curso.
Aos queridos professores: Padre Paulo Fernando, Padre Paulo Henrique, Padre Pedro, Padre Mateus, Padre Elviro, Padre Marcelo.
Ao Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida, na pessoa do Padre Pedro, por nos receber tão fraternamente. À Lurdinha e ao Marcelo, da Liturgia, pelas conversas tão leves.
A todos os nossos familiares e amigos, que partilham conosco este momento tão especial.
A todos nosso muito, muito obrigado!”

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