Pastoral Familiar realiza a manhã de espiritualidade

Com o tema: “Amor em família: vocação e caminho de santidade”, em sintonia com o X Encontro Mundial das Famílias (EMF), que aconteceu em Roma (Itália), no período de 22 a 26 de junho, a Pastoral Familiar da Arquidiocese de Ribeirão Preto realizou a “Manhã de Espiritualidade da Pastoral Familiar”, com a participação de ao menos 300 agentes paroquiais da Pastoral Familiar e dos Movimentos Familiares, no domingo, dia 26 de junho, na paróquia Santa Maria Goretti, em Ribeirão Preto. O encontro marcou a fase arquidiocesana do X Encontro Mundial das Famílias, e esteve em comunhão com a proposta do Papa Francisco de promover o evento em um formato multicêntrico, acontecendo em Roma e em cada diocese do mundo, para que mais famílias pudessem participar.

Espiritualidade e Família

As reflexões da manhã de espiritualidade estiveram em sintonia com o tema central do X Encontro Mundial das Famílias (EMF), e foram orientadas pelo assessor eclesiástico da Pastoral Familiar, padre Luís Felipe Rodrigues da Silva. Padre Luís recordou trechos de documentos do magistério da Igreja, especialmente das Exortações Apostólicas Pós-Sinodais: Amoris Laetitia (Papa Francisco) e Familiaris Consortio (Papa João Paulo II), e trouxe a experiência da espiritualidade a partir do Evangelho do Bom Samaritano e indicou pistas de como sermos uma Pastoral Familiar Samaritana. “Com alegria nós realizamos a manhã arquidiocesana de espiritualidade da Pastoral Familiar motivados pelo pedido do papa Francisco e de nosso arcebispo dom Moacir para que o X Encontro Mundial das Famílias, realizado em Roma, acontecesse também nas paróquias e nas diversas dioceses do mundo. Então nessa motivação nós realizamos nesta manhã animados pelo tema do encontro: ‘Amor em família: vocação e caminho de santidade’, com a presença de um grande número de representantes paroquiais da Pastoral Familiar, e refletimos como a vida em família é um caminho, uma vocação que Deus nos dá, e também um chamado a santidade traduzida no amor cotidiano, nos gestos, no compromisso e desejo de ser continuidade de Jesus nesse mundo, reflexo da trindade como a família é um dom e um presente de Deus para a humanidade”, frisou padre Luís.

Missa

A manhã de espiritualidade terminou com a missa presidida pelo arcebispo dom Moacir Silva. O arcebispo na homilia trouxe para reflexão alguns trechos da homilia do papa Francisco na missa de encerramento do X Encontro Mundial das Famílias (25/06), na Praça de São Pedro (Vaticano), a qual reproduzimos: “Hoje trazemos, com gratidão, à presença de Deus – como num grande ofertório – tudo o que o Espírito Santo semeou em vós, queridas famílias. (…) Imagino a riqueza de experiências, propósitos, sonhos, como não marcaram também as preocupações e as incertezas. (…) Na segunda Leitura, São Paulo falou-nos de liberdade. A liberdade é um dos bens mais apreciados e procurados pelo homem moderno e contemporâneo. Todos desejam ser livres, não sofrer condicionamentos, nem ver-se limitados; por isso aspiram a libertar-se de qualquer tipo de «prisão»: cultural, social, econômica. E, no entanto, quantas pessoas carecem da liberdade maior: a liberdade interior! A maior liberdade é a liberdade interior. O Apóstolo lembra-nos, a nós cristãos, que esta é primariamente um dom, quando exclama: «Foi para a liberdade que Cristo nos libertou» (Gal 5, 1). A liberdade foi-nos dada. Nascemos, todos, com muitos condicionamentos, interiores e exteriores, e sobretudo com a tendência para o egoísmo, isto é, para nos colocarmos a nós mesmos no centro e privilegiar os nossos próprios interesses. Mas, desta escravidão, libertou-nos Cristo. Para evitar equívocos, São Paulo adverte-nos que a liberdade dada por Deus não é a liberdade falsa e vazia do mundo que, na realidade, é «uma ocasião para os [nossos] apetites carnais» (Gal 5, 13). Essa, não! A liberdade, que Cristo nos conquistou com o preço do seu Sangue, está inteiramente orientada para o amor, a fim de que – como dizia, e nos diz hoje a nós, o Apóstolo –, «pelo amor, [nos façamos] servos uns dos outros» (Gal 5, 13)”.

E, o arcebispo avançou na reflexão da homilia do papa Francisco: “Todos vós, esposos, ao formar a vossa família, com a graça de Cristo fizestes esta corajosa opção: não usar a liberdade para proveito próprio, mas para amar as pessoas que Deus colocou junto de vós. Em vez de viver como «ilhas», fizestes-vos «servos uns dos outros». Assim se vive a liberdade em família! Não há «planetas» ou «satélites», movendo-se cada qual pela sua própria órbita. A família é o lugar do encontro, da partilha, da saída de si mesmo para acolher o outro e estar junto dele. É o primeiro lugar onde se aprende a amar. Nunca o esqueçais: a família é o primeiro lugar onde se aprende a amar. Irmãos e irmãs, ao mesmo tempo que reafirmamos com grande convicção tudo isto, bem sabemos que na realidade dos fatos não é sempre assim, por muitos motivos e pelas mais variadas situações. Por isso, justamente enquanto afirmamos a beleza da família, sentimos mais do que nunca que devemos defendê-la. Não deixemos que seja poluída pelos venenos do egoísmo, do individualismo, da cultura da indiferença e da cultura do descarte, perdendo assim o seu DNA que é o acolhimento e o espírito de serviço. A característica própria da família: o acolhimento, o espírito de serviço dentro da família.”

E continuou dom Moacir na reflexão da homilia do papa Francisco motivando as famílias a viverem a vocação a santidade: “Queridos irmãos e irmãs, providencialmente todas as Leituras da liturgia de hoje nos falam de vocação, que é precisamente o tema deste X Encontro Mundial das Famílias: «O amor familiar: vocação e caminho de santidade». Com a força desta Palavra de vida, animo-vos a retomar resolutamente o caminho do amor familiar, partilhando com todos os membros da família a alegria desta vocação. E não é uma estrada fácil, não é um caminho fácil: haverá momentos escuros, momentos de dificuldade nos quais pensaremos que tudo acabou. O amor que viveis entre vós seja sempre aberto, comunicativo, capaz de «tocar com a mão» os mais frágeis e os feridos que encontrardes pelo caminho: frágeis no corpo e frágeis na alma. De fato é quando se dá que o amor, incluindo o amor familiar, se purifica e fortalece”.

Após os ritos finais e a bênção de envio dos representantes paroquiais da Pastoral Familiar, o arcebispo entregou um exemplar da «Carta às Famílias», e os mesmos também receberam da Pastoral Familiar dois pequenos frascos contendo vinho e óleo, sinais da Pastoral Familiar Samaritana.

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