Pastoral Operária Nacional celebra o Dia do Trabalho

Com o tema: “Lutemos por nosso direito a viver e trabalhar com dignidade” e o lema: “Deus ama a justiça e o direito”, a Pastoral Operária Nacional celebra o dia 1º de maio, Festa de São José Operário e Dia do Trabalho.

O Bispo Diocesano de Jales (SP) e Referencial da CNBB para a Pastoral Operária Nacional, Dom Reginaldo Andrietta, na apresentação do subsídio (cartilha) para a celebração do Dia dos Trabalhadores e Trabalhadoras, convida as comunidades paroquiais a fazer uso do material de reflexão através de encontros virtuais. “Neste tempo de pandemia, impossibilitados de celebrações, concentrações e manifestações maciças, por ocasião do 1º de Maio, cabe-nos promover encontros virtuais e expressar-nos por distintos meios de comunicação e redes sociais. Para isso, a Pastoral Operária Nacional criou e disponibiliza este subsídio de reflexão, contendo desafios atuais do mundo do trabalho, luzes da Palavra de Deus e de documentos da Igreja sobre essa realidade, e propostas de ação”.

Dom Reginaldo também recorda os desafios enfrentados pelos trabalhadores num cenário de modernização, marcado pelo aumento do desemprego e da precariedade das relações trabalhistas. “A terceira década deste novo milênio inicia-se de modo muito desafiador para a classe trabalhadora brasileira. A flexibilização das leis trabalhistas e o alto investimento em tecnologia implementados nos últimos anos, sob o argumento de modernização, prometia crescimento econômico, geração de empregos, melhores condições de trabalho, aumento de renda, redução da carga horária de trabalho, mais tempo para descanso e convivência social, enfim, condições mais saudáveis de vida. No entanto, vemos o contrário. A chamada modernização tem beneficiado somente os detentores do grande capital, em detrimento dos trabalhadores e trabalhadoras. Comprova-se sua falácia neste tempo de pandemia. A modernização implementada não contrapõe a crise, ao contrário, acentua, pois exclui grande parte da classe trabalhadora do próprio direito ao trabalho, confirmando o que o Papa Francisco afirma na Encíclica Fratelli Tutti, nº 162: ‘a grande questão é o trabalho’”, explica o bispo.

E, acrescenta o bispo, dirigindo questionamentos a respeito do sentido do trabalho nos dias atuais. “Estaria o trabalho deixando de existir por estar corporificando-se em tecnologias avançadas? Isso é fato, associado também à sofisticação da exploração, a exemplo do trabalho multiterceirizado, pelo qual uma multidão de trabalhadores e empresas interligam serviços presenciais e remotos, por meio de instrumentos tecnológico comunicacionais. Conceitua-se esse novo formato de atividades econômico profissionais que enriquecem a poucos, ‘capitalismo de plataformas’”, questiona Dom Reginaldo.

O bispo complementa a apresentação do subsídio conclamando os trabalhadores a unidade diante das lutas e dos direitos dos trabalhadores. “Diante desses desafios, a classe trabalhadora constrói, também, sua plataforma de lutas lúcidas e unitárias, inspiradas no 1º de Maio. As lutas que se constroem sobretudo em torno das comemorações desse dia, embora diversificadas, se entrelaçam visando assegurar o direito ao trabalho e à remuneração em condições dignas para todos e todas; construir relações humanas, verdadeiramente justas e fraternas; e defender a vida e nossa”, finaliza Dom Reginaldo.

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Fonte: https://pastoraloperaria.org.br/

 

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