Primeira Concentração Arquidiocesana ao Santuário Senhor Bom Jesus da Lapa reúne 3,5 mil fiéis em Jardinópolis

Primeira Concentração Arquidiocesana ao Santuário Senhor Bom Jesus da Lapa reúne 3,5 mil fiéis em Jardinópolis

Uma das maiores expressões das devoções populares centenárias na Arquidiocese tem como ponto de referência o Santuário Arquidiocesano Senhor Bom Jesus da Lapa, em Jardinópolis. E nada mais justo para impulsionar a unidade da Igreja Particular de Ribeirão Preto, motivar a espiritualidade sinodal, e caminharmos juntos em comunhão, dando início a uma concentração arquidiocesana para celebrar a Eucaristia, que passa a partir deste ano a ser celebrada anualmente no primeiro domingo da Novena do Senhor Bom Jesus da Lapa. A 1ª Concentração Arquidiocesana ao Santuário Senhor Bom Jesus da Lapa, no 17º Domingo do Tempo Comum e IV Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, 28 de julho, às 17h, reuniu ao menos 3,5 mil fiéis provenientes das 20 cidades do território arquidiocesano. A missa foi presidida pelo Arcebispo Dom Moacir Silva e concelebrada pelos padres, e a presença dos diáconos permanentes, seminaristas, candidatos ao diaconado, devotos do Senhor Bom Jesus, e fiéis da arquidiocese.

Caminhar Juntos

Na recordação da vida, o Coordenador Arquidiocesano de Pastoral, padre Luís Gustavo Benzi, manifestou a alegria e gratidão pelo encontro fraterno e eucarístico na primeira concentração arquidiocesana. “Estamos celebrando hoje nossa Primeira Concentração Arquidiocesana! Um momento de encontro, celebração, escuta da Palavra e vivência da Fraternidade. Devo dizer-lhes que este nosso momento, ora celebrado, é resultado de um grande e verdadeiro processo sinodal em nossa Igreja Particular. Há tempos escutávamos o clamor para que na Arquidiocese existisse um momento de encontro Diocesano que expressasse nossa vida e caminhada. Bem sabemos que, no hodierno de nossa história, temos vários momentos para isso: a missa crismal, as celebrações das ordenações, a Romaria Arquidiocesana a Aparecida, cuja 8ª edição será celebrada no próximo dia 21 de setembro, dentre tantos outros”.

Padre Gustavo ainda explicou que a concentração é resultado de um grande e verdadeiro processo sinodal, fruto de consulta e amadurecimento no Conselho Presbiteral, nas foranias, e nas paróquias para a acolhida de uma concentração arquidiocesana celebrativa. “Aqui estamos então! Celebrando nossa vida Arquidiocesana, nossas conquistas, nossos desafios, nossa Unidade e Comunhão, nossa fraternidade e disponibilidade para a concretização do Reino de Deus entre nós! Estamos aqui como devotos do Senhor Bom Jesus, mais do que devotos, queremos nos comprometer em ser seus autênticos discípulos missionários! Fazemos uma experiência de Diocesaneidade! Esta é uma das grandes riquezas que o Concílio Vaticano II nos proporcionou quando tratou da Igreja Particular, isto é, da Diocese. Talvez para muitos, essa expressão seja nova, e de fato é, pois foi cunhada por São João Paulo II, na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Pastores dabo Vobis, em 1992”, explicou o coordenador de pastoral.

Acolhida ao Senhor Bom Jesus

Nos ritos iniciais, como tradicionalmente ocorre na novena e festa do padroeiro, neste ano em sua centésima décima primeira edição, os fiéis acolheram o Senhor Bom Jesus da Lapa, levado em procissão até o arcebispo, que acolheu e colocou o crucifixo do Senhor Bom Jesus defronte ao altar em uma base. “Acolhendo nosso padroeiro, trazendo a imagem do Senhor Bom Jesus ao altar para que Ele passando em nosso meio posso se tornar para nós força, esperança, paz e alegria. Também neste dia tão significativo e importante para a comunidade, para os devotos e romeiros, e nossa Arquidiocese, acolhamos a imagem do Senhor Bom Jesus para que Ele possa nos abençoar e nos conduzir sempre na missão confiada a cada um de nós”, motivou o reitor do santuário padre Wagner Luís Rodrigues.

Homilia

Na introdução da homilia, dom Moacir destacou a importância da concentração arquidiocesana como sinal da unidade e da comunhão arquidiocesana. “Que bom estarmos aqui nesta tarde de Domingo, neste lugar para onde acorrem tantos fiéis nesses dias de festividade em honra de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Senhor Bom Jesus. Estamos aqui como Igreja arquidiocesana, concretizando um desejo manifestado por muitos fiéis: um momento de unidade arquidiocesana em torno da Santíssima Eucaristia; aqui estamos nesta solene concelebração eucarística. Nossa participação neste momento é expressão de sinodalidade; expressão do ser Igreja em comunhão; do ser Igreja que caminha juntos. A sinodalidade não poder um slogan, mas uma prática, uma ação concreta onde todos os batizados caminham juntos, cada um com o dom ou carisma que Deus lhe confiou dentro do santo Povo de Deus. A sinodalidade é o que Deus espera da Igreja neste momento da história. Estamos todos comprometidos com este caminho eclesial tão incentivado pelo nosso querido Papa Francisco”, comentou o arcebispo.

Dom Moacir lembrou ainda da celebração no domingo do IV Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, e trouxe pontos da Mensagem do Papa Francisco para a ocasião. “Queridos irmãos e queridas irmãs! Neste Domingo, estamos vivendo O IV Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. O Papa Francisco em sua mensagem para o dia de hoje diz: Deus nunca abandona os seus filhos; nem sequer quando a idade vai avançada e as forças já declinam, quando os cabelos ficam brancos e a função social diminui, quando a vida se torna menos produtiva e corre o risco de parecer inútil. Na Bíblia, encontramos a certeza da proximidade de Deus em todas as estações da vida e, simultaneamente, o temor do abandono, especialmente na velhice e nos períodos de sofrimento. Não se trata duma contradição. Se olharmos em redor, não teremos dificuldade em constatar como tais expressões espelham uma realidade bem evidente. A molesta companheira da nossa vida de idosos e avós é, com frequência, a solidão. A solidão e o descarte tornaram-se elementos frequentes no contexto em que estamos imersos. Têm múltiplas raízes: nalguns casos, são o resultado duma exclusão planejada, uma espécie de triste ‘conjura social’; noutros, trata-se infelizmente duma decisão própria; noutros ainda, suportam-se fingindo que se trata duma opção autônoma. Cada vez mais ‘perdemos o gosto da fraternidade’ e sentimos dificuldade até para imaginar algo diferente”, salientou o arcebispo.

Ao meditar a Liturgia da Palavra o arcebispo lembrou que somos convidados pelos textos do Evangelho a partilha. “Queridos irmãos e queridas irmãs! A Palavra de Deus neste Domingo nos mostra a preocupação de Deus em saciar a ‘fome’ de todos os seus filhos e filhas. Convida-nos a ver os bens que Deus põe à nossa disposição como dons para todos; propõe que abramos os nossos corações à partilha, à fraternidade, à responsabilidade pela ‘fome’ dos nossos irmãos. No Evangelho, Jesus oferece aos discípulos e à multidão o ‘sinal’ da multiplicação dos pães e dos peixes. O seu gesto ‘abre os olhos’ dos discípulos e os faz perceber que só a lógica da partilha, da gratuidade, do dom generoso, do serviço humilde podem multiplicar o ‘pão’ que sacia a ‘fome’ do mundo. É esta lógica que permite passar da escravidão dos bens à liberdade do amor; é esta lógica que fará nascer um mundo mais humano, mais solidário, mais fraterno”, frisou dom Moacir.

Concentração Arquidiocesana 2025

O arcebispo dom Moacir, antes dos ritos finais, agradeceu e reforçou o convite para a participação no próximo ano na Concentração Arquidiocesana. “Ao final desta celebração agradeço a todos que se empenharam para promover este momento de unidade da nossa Igreja Particular de Ribeirão Preto inaugurando este momento aqui hoje e que vai ficar sempre no domingo dentro da novena do Senhor Bom Jesus da Lapa. Já é nosso compromisso estarmos aqui às 17h para esse nosso bonito encontro em torno da Eucaristia”, concluiu o arcebispo.

Decreto: Em decreto publicado em 05 de julho de 2024, o Arcebispo Metropolitano de Ribeirão Preto, Dom Moacir Silva, instituiu o primeiro domingo da Novena do Senhor Bom Jesus da Lapa para a concentração arquidiocesana, e estabeleceu que em todas as paróquias da Arquidiocese as missas no período da tarde e da noite fossem canceladas em 28 de julho, favorecendo a participação do clero e dos fiéis da concentração arquidiocesana, ficando dispensadas as paróquias que tem padroeiro o Senhor Bom Jesus.

Texto e fotos: Assessoria de Imprensa – Arquidiocese de Ribeirão Preto

 

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