Regional Sul 1 realiza IV Simpósio de Catequese Inclusiva

O Regional Sul 1 da CNBB, através da equipe da Catequese Inclusiva, ligada à Comissão de Animação Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética promoveu no dia 18 de setembro, o IV Simpósio de Catequese Inclusiva com a proposta de debater o tema: “Do Diretório Geral à inclusão na vida da comunidade”.

A abertura do Simpósio foi feita pelo padre Marcelo Luiz Machado, assessor da Comissão de Animação Bíblico-Catequética, do Regional Sul 1 da CNBB. Ele destacou que o simpósio é fruto do trabalho de muitos zelosos catequistas e especialistas que há anos já trabalham com as inúmeras deficiências e que precisam ser trabalhadas com carinho com as famílias que chegam às nossas comunidades. Padre Marcelo reforçou ainda as comunidades cristãs precisam preparar catequistas e agentes de pastoral que trabalhem a inclusão com profundidade.

A palestra do simpósio foi ministrada pelo professor Mr. Padre Antonio Marcos Depizzoli, que foi assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, em Brasília (DF), no quadriênio 2015-2019, e atualmente residente na Itália, onde faz doutorado em Catequética na Universidade Pontifícia Salesiana. Padre Antonio Marcos dividiu sua conferência em quatro partes: 1 – apresentação do tema Catequese e pessoas com deficiências no Diretório para Catequese 2020; 2- um percurso em 10 passos por uma comunidade inclusiva; 3- uma partilha da experiência grupo de catequistas na catequese junto à pessoa com deficiência (experiência vivida na década de 80 na Arquidiocese do Rio de Janeiro); 4- apresentação de uma breve biografia de uma jovem italiana, Chiara Corbella Petrillo.

O assessor ressaltou a partir do Diretório Geral de Catequese, que: “Todos e cada um foram compreendidos no mistério da Redenção, portanto é da natureza da comunidade cristã ser inclusiva”. Falou ainda que “o documento, tratando especificamente do tema da educação em resposta da fé da pessoa com deficiência apresenta nos números 269, 270, 271 e 272 um conteúdo muito profundo que deve ser explorado, estudado e refletido nas nossas comunidades.

O assessor finalizou sua reflexão salientou que sem o sentimento de pertença não há inclusão e retomou rapidamente os passos que podem ajudar a comunidade a refletir luminosamente o paradigma cristológico da inclusão: presença, convidar, acolher, conhecer, aceitar, sustentar, cuidar, tornar-se amigos, ser necessário e amar. Em seguida respondeu questões apresentadas por catequistas e pessoas que participaram do encontro.

Após o encontro, a Assessoria de Imprensa do Regional conversou com Vanilda Silveira, coordenadora da Catequese Inclusiva na Diocese de Votuporanga, e convidada para ser a mediadora do simpósio. Vanilda falou que: “Todos os anos a equipe de catequese inclusiva realiza um evento e esse é o quarto, os dois primeiros foram realizados presenciais e hoje estamos realizando o segundo online. A importância deste simpósio é movimentar as dioceses, comunidades e paróquias, conscientizando nossos líderes, para que a igreja precisa estar aberta e atender a todos”. Para ela, a forma com que o padre Antônio Marcos falou dos 10 passos foi fundamental: “A partir desses passos podemos realmente dizer que as nossas Igrejas estão de portas abertas. Como eu já trabalho com a catequese de inclusão, eu vejo que se a gente não se abrir por inteiro, não conseguiremos de jeito nenhum trazer o deficiente para a igreja, que a pessoa com deficiência esteja realmente incluída”.

Vanilda comentou ainda, a partir de sua vasta experiência com a catequese inclusiva, que: “A Igreja tem muitos documentos, bem como os mais antigos, como também os mais novos. A Igreja deseja que o catequizando, que as pessoas com deficiência sejam incluídas como já foi dito nesse simpósio. Graças a Deus, os catequistas e também os líderes de comunidades estão observando esse pedido e essa urgência. Agradeço essa parcela de pessoas que trabalham e que fazem o possível para que as pessoas realmente sejam incluídas, que cada um faça a sua história que eles sejam donos de suas próprias histórias e participam como qualquer outra pessoa. A catequese inclusiva vem nos alegrar e esses simpósios têm trazido a consciência às pessoas, eu diria assim, somos mais felizes hoje junto com os nossos irmãos e irmãs que buscam a inclusão”, concluiu.

Fonte: CNBB Sul1

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