Semana Filosófico-Teológica refletiu o tema: “Jubileu 2025: Peregrinos de Esperança”

A Semana Filosófico-Teológica de 2024 aconteceu entre os dias 02 e 04 de setembro nas dependências do Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto (CEARP), em Brodowski, tendo como tema “Jubileu 2025: Peregrinos de Esperança”. As palestras foram conduzidas por Dom Jerônimo Pereira Silva, monge beneditino do Mosteiro de São Bento de Olinda, doutor em Liturgia pelo Pontifício Instituto de Roma (Santo Anselmo) e membro do Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard. Além do professor convidado, a Semana Filosófico-Teológica contou com a participação dos docentes de nosso centro de estudos, que compartilharam a mesa com Dom Jerônimo para abordar os aspectos litúrgicos relacionados à celebração do grande jubileu. Nestes dias, destacou-se a participação do Diretório Acadêmico Dom Hélder Câmara, responsável pela organização prática de todo o evento, juntamente com a coordenação.

O primeiro dia teve como tema “O Jubileu como Celebração”, e contou com a abertura solene. O evento teve a presença ilustre de Sua Excelência Reverendíssima Dom Moacir Silva, arcebispo metropolitano de Ribeirão Preto, acompanhado de todo o corpo diretivo docente, a equipe gestora e o corpo discente. A explanação inicial focou na contextualização do jubileu como uma prática celebrativa cujas origens remontam ao Antigo Testamento. No livro do Levítico, capítulo 25, o jubileu é apresentado como um ano de libertação, perdão das culpas e dívidas, além de ser um ano de repouso da terra. O versículo 10 destaca o caráter social do jubileu, não apenas religioso ou litúrgico, convidando as pessoas a se abrirem às necessidades umas das outras, uma celebração que envolvia todas as dimensões do ser humano: “Consagrem o quinquagésimo ano e proclamem libertação por toda a terra a todos os seus moradores. Este será um ano de jubileu, quando cada um de vocês voltará para a propriedade da sua família e para o seu próprio clã” (Lv 25,10). A contextualização histórica do jubileu foi essencial para a compreensão do jubileu ordinário e seus objetivos a serem alcançados.
No segundo dia, as palestras abordaram o tema “As Celebrações Litúrgicas Próprias dos Jubileus”. No Brasil, infelizmente, as celebrações litúrgicas têm se restringido à celebração da Eucaristia. Foi, então, ressaltado o caráter penitencial do jubileu, que, aliado à peregrinação, busca conduzir os fiéis a trilhar juntos um caminho de redenção, arrependimento e encontro com Cristo e os irmãos, promovendo uma verdadeira conversão. A tônica do jubileu é marcada pelas celebrações litúrgicas. A abertura oficial do jubileu será no dia 29 de dezembro, dia da Sagrada Família de Nazaré, em que Deus decidiu enviar Seu próprio Filho para que a humanidade pudesse redescobrir sua vocação original e retornar ao caminho pensado pelo Pai. A liturgia oferece os elementos necessários para que o jubileu seja adequadamente celebrado. O lecionário litúrgico, os ritos como mestres e a Igreja como escola tornam-se grandes instrumentos catequéticos que promovem uma consciência litúrgica, levando à participação ativa dos fiéis.

Por fim, o terceiro dia tratou do tema “Peregrinantes in Spem: A Teologia Litúrgica do Jubileu 2025”. Em um mundo marcado por situações de desespero, a Igreja nos convida a peregrinar em comunidade, buscando a esperança que, como afirma São Paulo, não decepciona (Rm 5,5). Sendo este o vigésimo sétimo jubileu ordinário proclamado pela Igreja, observou-se o aspecto da peregrinação como um ato teológico-escatológico que integra a celebração litúrgica e delineia a vida cristã como um caminhar constante rumo à pátria definitiva: o céu, a comunhão dos santos e a contemplação de Deus Uno e Trino. Dom Jerônimo ressaltou alguns elementos da liturgia que contribuem para uma verdadeira catequese sobre o jubileu. Um desses elementos é a porta, que simboliza o próprio Cristo, a “porta das ovelhas” (Jo 10,7). Passar pela porta significa deixar do lado de fora o homem pecador, afligido pelos males deste mundo, e adentrar na comunhão com Cristo e os irmãos no templo, lugar do encontro, da oração e da celebração.

Portanto, as reflexões do Jubileu 2025, cujo tema “Peregrinos de Esperança” permeou toda a semana, foi abordado sob diversos ângulos, mostrando-se como uma celebração não apenas litúrgica, mas também profundamente social e espiritual. A importância de sua abertura penitencial, o papel central da peregrinação e a simbologia da porta jubilar foram elementos que suscitaram reflexões profundas sobre a caminhada da Igreja e de seus fiéis rumo à conversão e renovação. O Jubileu, como ano de graça, convida-nos a redescobrir a esperança que nos une e nos transforma, e, como bem afirmado ao longo da semana, a Igreja, através de sua liturgia, é a grande mestra que nos conduz a essa experiência de fé e comunhão.

Moisés Pierucci Freire
Seminarista da Diocese de Franca
Etapa da Configuração 1º Ano da Teologia
Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto

@cearpoficial

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