Seminaristas do Ano Pastoral são ordenados diáconos transitórios em Cajuru

Com o lema diaconal: “Eis-me aqui, ó Pai, para fazer a tua vontade” (Hb 10, 7) foram ordenados diáconos transitórios, primeiro grau do sacramento da ordem, os seminaristas do Ano Pastoral (Síntese): Christian Aparecido Batista Ferreira, Leonardo Oliveira Silva e João Marcos da Silva Carvalho, no dia 24 de março de 2023, Ano Vocacional da Igreja no Brasil, às 20 horas, na paróquia São Bento, em Cajuru. A ordenação ocorreu em celebração eucarística na qual, pela imposição das mãos e prece de ordenação, o arcebispo dom Moacir Silva, conferiu aos seminaristas o primeiro grau do Sacramento da Ordem (Diaconado) para o serviço do Povo de Deus. A paróquia ficou lotada com a presença de padres, diáconos permanentes, seminaristas, candidatos da Escola Diaconal São Lourenço, e fiéis provenientes das paróquias da arquidiocese.

Homilia

Ao iniciar a homilia, o arcebispo dom Moacir Silva, fez referência aos compromissos a serem assumidos pelos ordinandos no ministério diaconal e a importância de estarem configurados ao Cristo. “Queridos irmãos e queridas irmãs, estamos para ordenar Diáconos estes nossos filhos, que com satisfação contais entre vossos amigos e parentes. Convém refletir sobre as funções próprias a que são chamados. Fortalecidos com o dom do Espírito Santo, deverão ajudar o Bispo e seu presbitério no serviço da Palavra, do altar e da caridade, mostrando-se servos de todos. Caros filhos Christian, João Marcos e Leonardo! Vocês escolheram como lema para o ministério diaconal a afirmação atribuída a Cristo: ‘Eis-me aqui, ó Pai para fazer a tua vontade’ (cf. Hb 10,7). A vontade do Pai foi a grande baliza na vida de Jesus, era como alimento. ‘O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e levar a termo a sua obra’ (Jo 4, 43). ‘Desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. Esta é vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu…’ (Jo 6,39-39). ‘Não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou’ (Jo 5,30). ‘É preciso que o mundo saiba que amo o Pai e faço como o Pai me ordenou’ (Jo 14,31). E no final de sua missão, na hora mais difícil, Ele diz: ‘Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua’ (Lc 22,42)”, expressou o arcebispo.

Ao se dirigir aos ordinandos, o arcebispo acentuou o valor do serviço no exercício do ministério diaconal. “Queridos ordinandos! Vocês serão consagrados ministros do altar e como tais irão proclamar o Evangelho, preparar o sacrifício e repartir entre os fiéis o Corpo e o Sangue do Senhor. Além disso, por mandato do Bispo, poderão exortar e instruir na sagrada doutrina, não só os não-crentes, como também os fiéis; poderão presidir às orações, administrar o Batismo, assistir e abençoar os matrimônios, levar o Viático aos agonizantes e oficiar as exéquias. Consagrado pela imposição das mãos, que procede dos Apóstolos, e vinculados mais intimamente ao serviço do altar, vocês exercerão o serviço da caridade em nome do Bispo ou do Pároco. Amparados por Deus, procedam de tal modo em seu ministério que possais ser reconhecidos como verdadeiros discípulos daquele que não veio para ser servido, mas para servir. O Senhor vos deu o exemplo para que assim, como ele fez, vocês façam também”, explicou dom Moacir.

Ao finalizar a homilia, dom Moacir, motivou os ordinandos a serem fiéis no anúncio da Palavra e comprometidos no testemunho de Jesus Cristo. “Enraizados e alicerçados na fé, apresentai-vos de coração puro e irrepreensível diante de Deus e da humanidade, como convém a ministros de Cristo e dispensadores dos mistérios de Deus. Não vos deixeis abalar em vossa confiança no Evangelho, do qual sois não somente ouvinte, mas servidores. Guardando o mistério da fé com a consciência pura, mostrai em vossos atos a palavra que proclamais, a fim de que o povo cristão, vivificado pelo Espírito Santo, se torne oblação pura, agradável a Deus; desta forma, também vós, no último dia podereis ir ao encontro do Senhor e ouvir dele estas palavras: ‘Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor’. Que o Cristo Jesus, o Servidor do Pai e dos irmãos, seja sempre o modelo a ser seguido por vocês. Que Maria, a humilde serva do Senhor, acompanhe o ministério diaconal de vocês. Amém”, concluiu dom Moacir.

Agradecimento

Nos agradecimentos, de modo espontâneo, os neodiáconos manifestaram a gratidão a Deus; ao arcebispo, aos familiares; aos formadores e reitores dos Seminários; ao Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto (Cearp); aos seminaristas colegas de caminhada; aos padres e diáconos; às paróquias de origem e também as do estágio pastoral; aos movimentos e pastorais; e a paróquia São Bento. “Cada pessoa que com seu sorriso, de um olhar, uma ajuda, uma palavra, um incentivo, um puxão de orelha, para nos ajudar a permanecer firmes. O nosso lema: ‘Eis-me aqui, ó Pai, para fazer a tua vontade’ (Hb 10, 7), nunca nos deixem esquecer esse lema, enquanto diáconos, enquanto padres, enquanto cristãos, enquanto ministros. Nada do que somos tem sentido se for o serviço que nós dispensamos a Igreja e a cada um de vocês. Por isso o nosso muito obrigado. Pedimos que rezem por nós para que continuemos fiéis a este lema e a tudo aquilo que nós professamos e tudo que exercemos ao longo desses oito anos de formação inicial, e que agora não termina, e sim, começa com a vida ministerial”.

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Ano da Oração

Na preparação do Jubileu 2025, o ano de 2023 foi o ano voltado à redescoberta dos ensinamentos conciliares, contidos principalmente nas quatro Constituições do Vaticano II: Dei Verbum (DV), Sacrosanctum Concilium (SC), Lumen Gentium (LG), Gaudium et Spes (GS). O ano de 2024 é dedicado inteiramente à oração, avançando na preparação para o Jubileu 2025: “Peregrinos de Esperança”