Setor Juventude realiza o I Congresso de Juventudes

O Setor Juventude da Arquidiocese de Ribeirão Preto, em 30 de junho, no Colégio Marista, em Ribeirão Preto, reuniu ao menos 180 participantes envolvidos com o trabalho da juventude e lideranças juvenis da Arquidiocese de Ribeirão Preto para o «I Congresso de Juventudes». O congresso contou com a assessoria do assessor externo da Comissão Episcopal para Juventudes da CNBB, padre Antônio Ramos, SDB (Padre Toninho), salesiano, filósofo, teólogo, pedagogo, especialista em Ciência da Religião e Mestre em Pastoral Juvenil. Os temas abordaram as mais diversas realidades juvenis a partir das cinco dimensões apontadas no Documento 85 da CNBB: “Evangelização da Juventude”: Psicoafetiva, Psicossocial, Mística, Sociopolítico-ecológica e a Capacitação. O I Congresso de Juventudes integrou as atividades da Jornada Arquidiocesana da Juventude (JAJ), de 29 de junho até 07 de julho, com uma intensa programação intercalada por atividades nas paróquias, foranias ou cidade, e o momento arquidiocesano em Batatais.

O assessor do I Congresso das Juventudes, padre Antônio Ramos, SDB (Padre Toninho)

O assessor arquidiocesano do Setor Juventude, padre Vinícius Martins Cestari, falou da iniciativa e dos objetivos do I Congresso de Juventudes: “O I Congresso de Juventudes que estamos realizando em nossa Arquidiocese de Ribeirão Preto tem a intenção de primeiro ser um instrumento para todos os padres, religiosos e religiosas, consagrados e consagradas, os assessores adultos que trabalham com os jovens e as lideranças juvenis para o trabalho com os jovens. Além disso é uma oportunidade para toda a sociedade civil para que eles tenham um encaminhamento e a forma de trabalhar com a juventude. Por isso neste I Congresso a intenção é trabalhar as dimensões da juventude proposta pelo Documento 85 da CNBB: Psicoafetiva, Psicossocial, Mística, Sociopolítico-ecológica e a Capacitação. A nossa intenção é que este instrumento seja uma contribuição para toda a arquidiocese e a sociedade civil, um modo de enfrentar os desafios de trabalhar hoje com a juventude. Nós temos diversos jovens das cidades da arquidiocese, leigos e leigas, que trabalham com a juventude e que vão contribuir neste trabalho, e também a presença do padre Toninho, referência no trabalho com a juventude que vai nos ajudar nas reflexões”, destacou o assessor.

O assessor jovem do Setor Juventude Vinícius Carrocini

O assessor jovem do Setor Juventude, Vinícius Fabbio Carrocini (Pet) comentou as expectativas do congresso e a importância de pensar a formação integral dos jovens. “A ideia do congresso é trazer um pouco do aprofundamento do trabalho com as juventudes. Quando a gente pega o Documento 85 da CNBB, um documento que tem mais de 15 anos, mas ainda há tanto para a gente desvendar nele. A ideia é trazer a partir da formação integral, quando a gente vê tantos trabalhos com jovens que inclinam para um lado ou para o outro, é trazer de fato aquele equilíbrio necessário entre a fé e a vida, e conseguir por meio de uma maneira saudável ser sal da terra e luz do mundo, um instrumento de transformação. A proposta é trazer esta consciência e olharmos o jovem como um todo, seja para os grupos de jovens, para os assessores, para as catequeses, este é o grande objetivo do congresso, mostrar o jovem como uma pessoa completa, e esperamos que a presença do padre Toninho, que foi um dos participantes da construção do documento possa ser um canal da graça de Deus para a gente”, explicou Vinícius.

O arcebispo dom Moacir Silva na abertura do congresso acolheu e saudou os participantes e presidiu a oração inicial. “É com muita alegria e esperança que acolho cada um de vocês para este I Congresso das Juventudes. Na Primeira Jornada Arquidiocesana da Juventude (JAJ), em uma das lives lá no Santuário, fiz a pergunta: porque não fazermos um congresso de juventudes na arquidiocese? E hoje está acontecendo, para que seja proveitoso para todos nós e toda a juventude da arquidiocese precisamos contar com a graça de Deus, com a luz do Espírito Santo que é Aquele que é a alma da missão, e precisamos mais do que nunca da força e da luz do Espírito Santo”, disse dom Moacir.

O padre Luís Gustavo Benzi, coordenador arquidiocesano de pastoral na abertura do I Congresso de Juventudes

O padre Luís Gustavo Benzi, coordenador arquidiocesano de pastoral, motivou os jovens a serem presença atuante na Igreja. “É muito importante celebrarmos este I Congresso de Juventudes, de termos aqui cada um de vocês ajudando a construir este momento histórico do Setor Juventude, de ter a alegria e a graça de ter o padre Toninho como assessor, e com certeza a grande semeadura está sendo realizada neste momento e vai gerar muitos frutos para toda a nossa Arquidiocese. É importante que vocês, jovens e assessores de juventudes, aqui presentes tenham consciência da importância e da abertura que a Igreja está oferecendo a cada um de vocês. Nós realizamos no final de semana passado, e alguns de vocês participaram, o ‘Encontro Sinodal com a Juventudes’ que foi preparado e organizado com as quatro dioceses da sub-região RP-1: Ribeirão Preto, Franca, Jaboticabal e São João da Boa Vista. Éramos aproximadamente 100 jovens, e tivemos como metodologia a Conversação Espiritual, que está sendo usada no Sínodo dos Bispos, e que a Igreja está acolhendo como uma forma de nós escutarmos o que o Espírito espera de cada um de nós. E depois de cada momento de Conversação Espiritual cada grupo ofereceu uma síntese daquilo que foi conversado, e entre tantas convergências que apareceram entre os grupos, a principal foi a necessidade de abrir espaços para os jovens nas suas realidades, com as suas características e assim por diante. Esse aqui é um grande espaço que está sendo aberto para os jovens”, expressou padre Gustavo.

O assessor do I Congresso das Juventudes, padre Antônio Ramos, SDB (Padre Toninho), em entrevista comentou alguns desafios da evangelização das juventudes. Durante o congresso as exposições do assessor trabalharam a formação integral da pessoa humana como caminho para nos conhecer e melhor ajudar os jovens no seu processo de formação integral.

IGREJA-HOJE: O que entendemos atualmente por cultura juvenil? O que marca ou caracteriza as juventudes nos tempos atuais?

Padre Toninho: A cultura juvenil na sua origem era marcada pelas tradições da família e dos bons costumes da sociedade. O tempo foi se modernizando muito rápido com a chegada do mundo digital. Isso afetou profundamente a cultura juvenil, porque o mundo do descartável também acaba descartando os sentimentos e costumes dos jovens. É necessário fazer um resgate dos valores humanos, éticos e social que foram perdidos. A cultura digital tem o seu valor, mas por causa da velocidade das informações os jovens se perdem e acabam não sabendo o que é certo ou errado. Isso causa danos na sociedade e na vida do jovem.

IH: Quais desafios aparecem com maior impacto na realidade das juventudes tanto na sociedade quanto na Igreja? Como valorizar as juventudes na Igreja?

Padre Toninho: O mundo digital acaba dizendo para o jovem que ele não precisa de religião. Ele pode buscar o seu próprio ‘deus’ sem seguir a doutrina das religiões. Isso é um grande desafio porque a religião cristã nos aponta caminhos sólidos que ajudam os jovens a construir um itinerário de fé e uma formação integral sólida. Acredito que a Igreja deu passos significativos nessas últimas duas décadas, porém ainda falta responder as perguntas dos jovens hoje, isso somente é possível com o acompanhamento, mas faltam pessoas preparadas para fazer isso.

IH: A Exortação Pós-sinodal Christus vivit (EPCV) completou quatro anos. Qual a importância deste documento e como tem sido a aplicação do documento no trabalho com as juventudes?

Padre Toninho: Essa Exortação Apostólica veio trazer luzes para a igreja e para os jovens. Somos filhos do ressuscitado, dessa forma é preciso resgatar a esperança que ainda resta no coração dos jovens. Também a EPCV quer chamar os jovens a serem eles o protagonista da missão, pois são discípulos missionários do Cristo Vivo. Essa motivação continua viva nas cartas do Papa Francisco.

IH: Que pontos são essenciais em uma paróquia ou diocese para um trabalho de acompanhamento e evangelização das juventudes?

Padre Toninho: Ter um grupo de pessoas que gostam de jovens e ao mesmo tempo se preparem para responder aos apelos dessa geração. No acompanhamento dos jovens não podemos viver de saudosismos ou moralismo, mas partir sempre de Jesus Cristo para chegar nos jovens ou as vezes partir dos jovens para chegar a Cristo.

Vinícius, dom Moacir e padre Vinícius Cestari

@setorjuventuderibeirao

Assessoria de Imprensa
Arquidiocese de Ribeirão Preto

Veja também: