“Uma das consequências da Eucaristia em nossa vida é comunhão com os irmãos, é a unidade na comunidade eclesial” afirma Dom Moacir na solenidade de Corpus Christi

“Uma das consequências da Eucaristia em nossa vida é comunhão com os irmãos, é a unidade na comunidade eclesial” afirma Dom Moacir na solenidade de Corpus Christi

O arcebispo metropolitano de Ribeirão Preto, dom Moacir Silva, presidiu a Eucaristia na solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), 8 de junho, às 18h30, na Catedral Metropolitana de São Sebastião. Concelebraram os padres: Francisco Jaber Zanardo Moussa (pároco); Antônio Élcio de Souza (mestre de cerimônias); e serviram nas funções litúrgicas os diáconos Áureo João Nunes Ribeiro, Flávio Livotto e João Marcos da Silva Carvalho.

Liturgia da Palavra

A celebração da Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) glorifica o Santíssimo Sacramento e celebra o sacramento que fundamenta a nossa fé: a Eucaristia. Na Liturgia da Palavra foram proclamadas as leituras: Dt 8,2-3.14b-16ª; Sl 147(147B),12-13.14-15.19-20 (R. 12); 1Cor 10,16-17 e Jo 6,51-58. Alguns dos trechos do cântico da ‘Sequência: Terra exulta de alegria’ recordaram a instituição da Eucaristia: “Hoje a Igreja te convida: ao pão vivo que dá vida, vem com ela celebrar! Este pão, que o mundo o creia! por Jesus, na santa ceia, foi entregue aos que escolheu. (…) O que o Cristo fez na ceia, manda à Igreja que o rodeia repeti-lo até voltar (…) Alimento verdadeiro, permanece o Cristo inteiro quer no vinho, quer no pão. É por todos recebido, não em parte ou dividido, pois inteiro é que se dá! Um ou mil comungam dele, tanto este quanto aquele: multiplica-se o Senhor”.

Homilia

Ao iniciar a homilia, o arcebispo dom Moacir Silva, exaltou o sentido da instituição da Eucaristia na vida cristã. “Queridos irmãos e queridas irmãs. Estamos celebrando a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. A Palavra de Deus, que ouvimos nesta Liturgia, nos convida a refletir sobre o sentido da Santíssima Eucaristia e suas exigências na vida daqueles que dela se alimentam. ‘O pão que eu darei é minha carne dada para a vida do mundo’”, disse dom Moacir.

Na meditação do texto do Evangelho (Jo 6,51-58), o arcebispo acentuou a revelação feita por Jesus de continuar presente entre nós por intermédio do mistério pascal e da Eucaristia. “Aos homens cansados pela longa caminhada da vida, Jesus oferece um Pão completamente novo: a sua Palavra e o seu Corpo. Eu sou o pão vivo descido do céu, diz Jesus. Este pão descido do céu é, antes de tudo, a palavra de Deus, a mensagem do Pai que Jesus veio trazer ao mundo. Esta Palavra é para nós o verdadeiro Pão da Vida. Jesus é verdadeiro pão, o pão da vida, da vida eterna, vivemos d’Ele. Do Pão da Palavra, Jesus passa para o pão que é a sua própria carne: ‘E o pão que eu darei é a minha própria carne dada para a vida do mundo’. E mais adiante, Jesus afirma: ‘se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós’”, explicou dom Moacir.

Outro ponto trazido por dom Moacir na homilia nos interpela a respeito do compromisso e testemunho presentes no ato de comungar. “Jesus diz que o Pão é ele mesmo. É a sua pessoa que deve ser comida, que deve ser assimilada. É a sua existência, doada em favor dos homens, que deve se tornar nossa. Quando comungamos encarnamos o sentido da morte e ressurreição de Cristo. Comungar o Corpo de Cristo quer dizer aceitar identificar-se com ele. Significa oferecer-lhe a nossa pessoa, para que ele possa continuar a viver, a sofrer, a doar-se e a ressuscitar em nós. Por isso Paulo insiste em dizer que, antes de comer este Pão, o cristão deve ‘examinar bem o próprio coração’ (1Cor 11, 28) e verificar se está realmente disposto a deixar que a vida de Jesus transpareça na sua. Ao comungar nos fazemos Cristo crucificado para os outros, ou seja, aquele que dá a vida”, destacou o arcebispo.

Dom Moacir ressaltou que o ato de comungar exige a disposição da unidade na comunidade eclesial e a comunhão entre os irmãos. “Comer a carne do Senhor e beber o seu sangue traz consequências para nossa vida. Uma das consequências da Eucaristia em nossa vida é comunhão com os irmãos, é a unidade na comunidade eclesial. Por isso a Igreja reza ao Pai na Oração Eucarística III: ‘concedei que, alimentando-nos com Corpo e o Sangue do vosso Filho, sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito’. A Eucaristia não celebra somente a nossa união com Deus e a nossa identificação com Cristo, como nos ensinou o Evangelho de hoje; a Eucaristia celebra também a união com os irmãos. Diante destas afirmações tão claras da Palavra de Deus, como poderemos julgar o fato que no mundo existam tantos homens batizados que comem o mesmo Pão e, logo se armam para prejudicar uns aos outros? Podem os cristãos comungar juntos o banquete eucarístico e depois, fora da igreja, praticar o engano, a mentira, a falsidade, prejudicando-se reciprocamente a própria vida e as famílias?”.

E, ao concluir a homilia, dom Moacir rezou: “Vivamos, meus irmãos e minhas irmãs, intensamente o mistério eucarístico, haurindo dele toda a sua força e eficácia; traduzindo concretamente, no dia a dia, os apelos da Eucaristia. Por fim, peçamos ao Senhor a graça de vivermos uma profunda espiritualidade eucarística, imitando Jesus na sua entrega ao Pai e aos irmãos, hoje e sempre. Amém!”

Procissão e bênção: Após a Eucaristia, o arcebispo dom Moacir, os padres concelebrantes, e os fiéis saíram em procissão pelas ruas do centro de Ribeirão Preto. O Santíssimo Sacramento conduzido pelo arcebispo, em revezamento com os padres e diáconos, era seguido pelos fiéis com cânticos e louvores de adoração. Terminada a procissão, os fiéis se concentraram defronte as escadarias da Catedral, e o arcebispo dom Moacir Silva, após as orações, deu a bênção solene do Santíssimo Sacramento.

Texto e fotos: Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de Ribeirão Preto

 

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