Vivendo o Tempo Pascal

Neste tempo pascal, somos convidados a mergulharmos mais profundamente no mistério da Ressurreição do Senhor, deixemo-nos envolver por este mistério. O Papa emérito Bento XVI, no seu livro “Jesus de Nazaré – Parte II: Da entrada a Jerusalém até à Ressurreição” diz: “Somente se Jesus ressuscitou é que aconteceu algo de verdadeiramente novo, que muda o mundo e a situação do homem. Então, Ele, Jesus, torna-Se o critério em que nos podemos fiar; porque, então, Deus manifestou-Se verdadeiramente”, p. 198. Mais adiante, ele afirma: “Na ressurreição de Jesus, foi alcançada uma nova possibilidade de ser homem, uma possibilidade que interessa a todos e abre um futuro, um novo gênero de futuro para os homens”, p. 199. Abre, portanto, a vida eterna para o ser humano, pois com a ressurreição de Jesus a morte não tem mais a última palavra.

Agora, olhemos o tema da ressurreição de Jesus no Catecismo da Igreja Católica, que “é texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica” (São João Paulo II, Constituição Apostólica Fidei Depositum). Afirma o Catecismo: “A Ressurreição de Jesus é a verdade culminante de nossa fé em Cristo, crida e vivida como verdade central pela primeira comunidade cristã, transmitida como fundamental pela Tradição, estabelecida pelos documentos do Novo Testamento, pregada, juntamente com a Cruz como parte essencial do Mistério Pascal” (CIgC, 638).

“O mistério da Ressurreição de Cristo é um acontecimento real que teve manifestações historicamente constatadas, como atesta o Novo Testamento. Já S. Paulo escrevia aos Coríntios pelo ano 56: ‘Eu vos transmiti… o que eu mesmo recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras. Foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Apareceu a Cefas, e depois aos Doze’ (1Cor 15, 3-4). O apóstolo fala aqui da viva tradição da Ressurreição, que ficou conhecendo após sua conversão às portas de Damasco” (CIgC, 639).

“A Ressurreição de Cristo não constituiu uma volta à vida terrestre, como foi o caso das ressurreições que Ele havia realizado antes da Páscoa: a filha de Jairo, o jovem de Naim e Lázaro… A Ressurreição de Cristo é essencialmente diferente. Em seu corpo ressuscitado, ele passa de um estado de morte para outra vida, para além do tempo e do espaço. Na Ressurreição, o corpo de Jesus é repleto do poder do Espírito Santo; participa da vida divina no estado de sua glória, de modo que Paulo pode chamar a Cristo de ‘o homem celeste’” (CIgC, 646).

“A Ressurreição constitui antes de mais nada a confirmação de tudo o que o próprio Cristo fez e ensinou… A Ressurreição de Cristo é cumprimento das promessas do Antigo Testamento e do próprio Jesus durante sua vida terrestre. A expressão ‘segundo as Escrituras’ indica que a Ressurreição de Cristo realiza essas predições” (CIgC, 651 e 652).

“A verdade da divindade de Jesus é confirmada por sua Ressurreição. Dissera Ele: ‘quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que EU SOU’ (Jo 8,28). A Ressurreição do Crucificado demonstrou que ele era verdadeiramente ‘Eu Sou’, o Filho de Deus e Deus mesmo” (CIgC, 653).

Lembremos ainda que “há um duplo aspecto no Mistério Pascal: por sua Morte Jesus nos libertou do pecado, por sua Ressurreição Ele abre as portas de uma vida nova” (CIgC, 654).

Não nos esqueçamos de que “a Ressurreição de Cristo – e o próprio Cristo ressuscitado – é princípio e fonte de nossa ressurreição futura: ‘Cristo ressuscitou dos mortos, primícias dos que adormeceram… assim como todos morrem em Adão, em Cristo todos receberão a vida [1Cor 15, 20-22]’. Na expectativa desta realização, Cristo ressuscitado vive no coração de seus fiéis” (CIgC, 655).

Vivamos intensamente as riquezas espirituais deste tempo pascal.

Dom Moacir Silva
Arcebispo Metropolitano

Boletim Informativo Igreja-Hoje
Abril/2022

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